terça-feira, 12 de agosto de 2014

Motociclista a esquisitice



Ser esquisito aos olhos dos normais.
Roupa preta, luvas, bandana, lenço amarrado na perna… Botas sujas de poeira, colete envelhecido e cheio de penduricalhos… Óculos escuros, face queimada de sol, rugas forjadas pelo vento das estradas, as mais distantes, as mais diversas, as asfaltadas, as empoeiradas… Cada marca no rosto tem uma estória de falsa solidão, já que o Sol, o Céu, a Lua fazem companhia o tempo todo… Difícil de entender essa sofisticada simplicidade, difîcil explicar essa felicidade explîcita que senta em cima de uma tralha de apenas 2 rodas… Seu destino é o mais incerto possîvel, de propósito desvia, para, observa, come, bebe, fuma, namora, chora de saudades, exulta de alegria nos encontros e reencontros… Sempre volta as suas origens, já pensando na próxima empreitada, já traçando novo roteiro, já pensando em voltar aos mesmos lugares ( eles mudam com o tempo?) Motociclista, esse ser que faz questão de fundir-se na paisagem, como se dela pertencesse sempre e prá eternidade… Difîcil entender tanta liberdade, difícil entender tanta felicidade, impossível assimilar por que o vento é cúmplice inseparável desse rosto, que exala a mais simples e rara felicidade, que só um motociclista pode sentir! Parabéns prá mim, prá você, nessa data querida, que por mais que sinta a alma ferida, faz questão de ser motociclista! Em cima da moto o tempo é só um detalhe…
TextAlvaro Nunes Jr

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